Ivermectina: Tudo o que você precisa saber

ivermectina

Quem está por dentro das notícias sobre o novo coronavírus com certeza já ouviu falar no remédio Ivermectina.

O medicamento foi usado numa pesquisa científica como possível tratamento para a doença que está causando a pandemia que estamos vivenciando.

A informação mais confiável que temos no momento sobre o uso deste medicamento é uma pesquisa publicada por cientistas australianos que indica que seu uso contra o vírus consegue inibir sua replicação in vitro, ou seja, em tubos de ensaio. A aplicação do medicamento diminuiu 93% da carga viral do novo Corona vírus em 24 horas e, em 48 horas, zerou o que restava do vírus.

Alguns profissionais da área da saúde estão receitando o remédio para prevenção ou tratamento da doença na fase inicial, mesmo sem comprovação científica de sua eficácia.

Estamos todos à espera de uma cura milagrosa para a doença que assola a população mundial atualmente, e essa droga ganhou força ainda em abril, com a publicação da pesquisa científica.

Apesar da esperança que temos de que os cientistas consigam um medicamento eficaz, que evite a progressão da doença e salve os pacientes infectados da morte, para essa droga alcançar o feito de eliminar o vírus in vitro, foi necessária uma dose muito alta da medicação.

Veja alguns produtos que auxiliam no aumento da imunidade.

Saiba a seguir, como age esse medicamento no nosso organismo e a opinião de especialistas sobre o uso no combate à Covid-19:

Para que serve o medicamento?

O medicamento originalmente é um vermífugo usado tanto na prevenção quanto no tratamento de piolho e sarna. Ele age contra os parasitas e vermes imobilizando suas musculaturas, ou seja, causando uma paralização tônica. Isso causa a morte e eles acabam sendo eliminados do organismo.

No que diz respeito ao seu uso para prevenir ou tratar a infecção por coronavírus, o remédio in vitro atuou impedindo a entrada do vírus no núcleo de uma célula, ao se ligar a proteínas de transporte.

Como tomar?

A posologia indicada para tratamento de vermes e parasitas é entre 150 mcg/kg a 200 mcg/kg por dia, em dose única, via oral, dependendo do agente etiológico.  Essa é a dose ideal para o nosso organismo. O medicamento também é usado por animais.

Na pesquisa publicada pelos cientista australianos, a dose eficaz contra o novo coronavírus é imensamente maior do que o suportado pelo nosso corpo. Cerca de 50 a 100 vezes o limite considerado seguro.

Os profissionais que estão indicando seu uso para a doença geralmente indicam o tratamento por cerca de 3 dias seguidos, no início do período dos primeiros sintomas, utilizando a dosagem com base no peso do paciente, segue exemplo a seguir:

  • Até 30 kg: 1 comprimido
  • De 31 a 60 kg: 2 comprimidos
  • De 61 a 90 kg: 3 comprimidos
  • Mais de 90 kg: 4 comprimidos

Cada comprimido possui 6 mg da substância. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou uma nota alertando que a droga deve ser usada conforme as indicações de sua bula, que são feitas em apenas uma dose oral de acordo com o peso e a doença a ser tratada.

Onde comprar?

O fármaco pode ser encontrado em qualquer farmácia, tanto em loja física quanto on-line, e o preço no mercado infelizmente está variando de R$ 20,00 à 399,00.

*Essa variação absurda ocorre por causa da grande procura e a sua escassez de estoque.

Esse medicamento demanda a retenção da receita médica.

A Farmácia Universal procura manter o menor preço possível para os seus clientes, já que sempre tratou todos com muito respeito e dedicação.

No mês de abril, época em que o estudo da Biomedicine Discovery Institute (BDI) foi publicado, após as notícias serem veiculadas o medicamento sumiu das prateleiras das farmácias brasileiras, exatamente como aconteceu com a hidroxicloroquina.

Apesar de não ser necessário prescrição médica para compra-lo, é importante ter o cuidado de não ir no embalo e se automedicar.

Quais são as contra indicações da Ivermectina?

O medicamento não deve ser usado nos seguintes casos:

– Pacientes alérgicos a algum dos componentes da fórmula (ivermectina, celulose microcristalina, amido pré-gelatinizado, estearato de magnésio e fosfato bicálcico, diidratado, dióxido de silício, butilhidroxianisol e ácido cítrico monoidratado);

– Pacientes com meningite ou outras afecções do Sistema Nervoso Central;

– Crianças menores de 5 anos;

– Crianças com menos de 15 kg.

Lembrando que não existem estudos sobre o uso na gravidez e, para mulheres que amamentam, pequenas concentrações são excretadas no leite materno.

Ivermectina é indicado contra Covid-19?

A pesquisa publicada no periódico Antiviral Research não é suficiente para garantir o sucesso do medicamento atuando dentro do nosso organismo. A OMS (Organização Mundial da Saúde) emitiu em junho uma nota alertando contra o uso, portanto, a priori, não é indicado para tratar Covid-19. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) também se pronunciou contra seu uso no tratamento para o novo coronavírus.

O uso indiscriminado dessa substância é perigoso, pois, em dosagens altas como as necessárias para evitar a replicação do vírus, é altamente tóxico para o nosso organismo.

Além dos efeitos colaterais no sistema nervoso central, seu uso pode causar outros problemas, tais como: problemas oculares, febre, coceira ou erupção cutânea, dor nas articulações ou nos músculos, glândulas dolorosas na região do pescoço, axilas ou virilha.

O que dizem os especialistas a favor da Ivermectina para tratar Covid-19?

Embora ainda não haja uma orientação científica sobre seu uso para tal tratamento, alguns especialistas já se manifestaram a favor.

O infectologista Fernando Suassuna, do Rio Grande do Norte, garante que o remédio é eficaz contra o progresso da doença no organismo.

Segundo ele, esse medicamento já é objeto de estudo há mais de 70 anos no mundo inteiro, inclusive contra vírus, bactérias, insetos e ácaros. O estudo em humanos acontece há cerca de 30 anos.

O médico cita um experimento feito em Natal com 51 pacientes idosos, vítimas de escabiose (sarna).

Muitos dos pacientes eram hipertensos e diabéticos, e todos eles estavam juntos em confinamento e, por isso, constantemente em aglomeração.

Segundo o especialista, o coronavírus chegou até esses idosos, mas somente 7 deles apresentaram sintomas leves, que sumiram após uma semana. Depois, o vírus conseguiu infectar mais 7 pacientes, que foram assintomáticos. O restante do grupo não teve a doença.

O prefeito da cidade de Itajaí, em Santa Catarina, resolveu testar a droga distribuindo doses a seus moradores. Serão distribuídas, ao todo, três doses do medicamento para a população. A ação teve início dia 7 de julho de 2020 mas mesmo assim, duas semanas depois, o número de mortes por coronavírus cresceu 58%. Apesar disso, os números de novos casos foram menores do que os registrado em outras cidades de Santa Catarina no mesmo período.

Já houveram estudos com o medicamento contra a replicação de outros vírus, como a dengue e a Aids (HIV). Em nenhum dos estudos sua eficácia foi comprovada cientificamente.

O uso do medicamento deve ser indicado e acompanhado por um médico.

A OMS e a Anvisa não indicam o uso do medicamento para tratamento ou prevenção do coronavírus. O estudo que foi publicado por cientistas australianos não são conclusivos na comprovação da eficácia de seu uso, contudo é importante ressaltar que não há ainda um estudo que refute seu uso. A escolha desse medicamento é de responsabilidade do médico que o prescreve.

A grande dificuldade de passar essa pesquisa a frente é a repetição do resultado em estudos in vivo, ou seja, em seres humanos.

A maior barreira encontrada é o fato de que a dose necessária é perigosa para os seres humanos. Essa dose alta pode causar depressão do sistema nervoso central e outros efeitos colaterais relacionados.

O que dizem os especialistas contra o uso de Ivermectina para tratar Covid-19?

A cientista Isabela Pena, do Instituto Massachusetts de Tecnologia, alerta que a Ivermectina, remédio usado para tratar piolho e sarna não é a cura que esperamos para o coronavírus.

Segundo ela, o estudo é muito preliminar, para ser que seu uso seja considerado viável nos humanos é necessário fazer testes com pessoas para garantir a dosagem correta e segura, o regime de tratamento e seus efeitos colaterais nas doses indicadas.

Quem está apostando na medicação e deixando de fazer isolamento social e o uso de máscara de proteção está se colocando em risco de contrair a doença e desenvolver o caso grave da doença.

Ela ainda alerta sobre a importância de se informar por meios de comunicação confiáveis, deixando de lado as informações passadas por Whatsapp ou vídeo na internet.

Outro especialista no assunto, o farmacêutico clínico Vinícius Costa, do Hospital Anchieta de Brasília, alerta que o uso da Ivermectina pode causar tontura e urticária.

A automedicação com base em dados que se encontra na internet é perigosa, pois só um especialista da área de saúde consegue definir a quantidade segura para cada paciente.

Um grupo de infectologista da Universidade Federal do Rio Grande do Norte analisou a atuação do medicamento contra o Covid-19 e chegaram à conclusão de que não há evidências de que a medicação tenha impacto na gravidade da doença.

Seja qual for a sua opinião sobre o assunto, é importante ter acompanhamento médico para usar qualquer medicamento e se manter informado sobre as atualizações científicas referente à pandemia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *